A Random Image

Os relacionamentos sociais das crianças

Segundo Browne (apud PAIGE-SMITH e CRAFT, 2010), as primeiras experiências de interação de uma criança com os outros ajudam a estabelecer os fundamentos de suas futuras relações e do seu desenvolvimento emocional contínuo. Essa concepção de que o psiquismo humano é constituído através das relações estabelecidas pelos seres humanos entre si e com a natureza é característica dos pressupostos teóricos de Henry Wallon e Vigotsky.

Sempre a partir do contato com o outro que construímos a referência de nós mesmos. É por meio desse contato que refletimos: sou assim ou não sou. Gosto disso ou não gosto. Eu me identifico ou não me identifico. E assim por diante, crianças brincando juntas estão aguçando a criatividade, a confiança, a felicidade e as relações de grupo. Estão fortalecendo a questão do convívio, que vai ser tão importante para que se tornem adultos conscientes do mundo ao seu redor e estabelecendo com ele uma relação criativa e responsável.

A criança, ainda está aprendendo a ter um relacionamento social tanto com o adulto como com outras crianças, e, atitudes como: agressividade, ansiedade, birra, manha, choros, são esperadas e fazem parte do processo de aprendizagem, cabe aos adultos saber lidar da melhor maneira com tudo isso para não afetarem de forma negativa o desenvolvimento da criança.

Como a escola e a família integram o meio social, a parceria e o diálogo entre elas se faz cada vez mais presente e necessário no contexto do cotidiano escolar infantil. A educadora, a auxiliar e os pais devem oferecer à criança, amplamante, a oportunidade de se auto-refletir, de manifestar seus desejos e impulsos no ato de realizar suas atividades com outras crianças. Além disso, fazer com que a criança seja capaz de tomar suas próprias decisões, ter seus julgamentos observados e refletidos e, acima de tudo, oferecer-lhe a oportunidade de resolver seus próprios problemas sozinha, ou com a ajuda de outra criança.

Vale ressaltar que é preciso dar liberdade tempo e espaço às crianças. Não interferir em suas brincadeiras, deixar que resolvam seus conflitos, que criem suas próprias histórias. Porém dizer que não devemos interferir nas brincadeiras e criações infantis não significa a ausência de limites ou regras de conduta sociais. Pensamos também que essas relações se enriquecem quando envolvem faixas etárias distintas, pois então oferecem diferentes desafios, superações, rituais de aceitação, desavenças, viagra over the counter compatibilidades. Exploração do mundo, hipóteses e conclusões conjuntas.

Teacher Thaís Volpa Pires, Equipe My School

Fontes:www.utp.br/revista-ic-online/n_3_2011/…/res_1_amp_a_const.pdf
www.rieoei.org/deloslectores/2964Morais.pdf
http://www.omo.com.br/porque-se-sujar/relacionamento-infantil
http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/433583/?noticia=A+CRIANCA+E+O+COMPORTAMENTO+SOCIAL