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Sem cinto? Nem pensar…

Você sabe como transportar seu filho no carro com segurança e de acordo com as novas resoluções de trânsito?
Por Tatiana Caramico- mãe de Lucca Caramico

Quantas vezes você já se deparou com uma mãe levando seu bebê no colo enquanto o pai dirige o veículo da família? Certamente, algumas. No entanto, se esta mesma pergunte fosse feita há cinco anos ou mais, a resposta seria “muitas vezes”. Ainda bem! Isso quer dizer que, cada vez mais, as pessoas estão se conscientizando da importância do transporte seguro de crianças em veículos automotores. Ou seja, a nova lei de regulamentação definida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) está sendo levada a sério.

Mas você sabe, realmente, como acomodar seu filho no carro? Conhece todos os tipos de dispositivos de retenção – nome técnico dado às cadeirinhas – existentes no mercado e quais as diferenças entre eles? Sabe para até qual idade serve determinado assento? Então, aqui vamos nós…

A primeira coisa a saber é que, todos os dias, crianças sofrem ferimentos graves e até chegam a morrer devido a acidentes de trânsito. E a maioria desses acontecimentos poderia ser evitada se a criança estivesse devidamente acomodada em um dispositivo de retenção. Foi pensando em reduzir essa triste estatística que o Governo regulamentou o uso de cadeirinhas para crianças de até 7 anos e meio de idade. Com elas, seus filhos estão seguros.

Tão importante quanto é saber que há diversos modelos de assentos, de diferentes marcas, cada um indicado para uma idade e um peso de criança. Mas, independentemente disso, todos devem ser certificados pelo Inmetro. Fique de olho!

Para cada idade, um modelo de cadeira

Fase 1: bebê-conforto
Desde o momento em que sai da maternidade, o bebê deve ser colocado em uma cadeirinha própria para o seu peso. Esse dispositivo é muito conhecido pelo nome de bebê-conforto. Os bebês devem ser transportados de costas para o movimento do veículo até completarem 1 ano ou pesarem 9 kg. Segundo especialistas, essa posição protege o pequeno contra ferimentos na coluna cervical em caso de acidentes.





Fase 2: assento conversível
O modelo adequado para crianças entre 1 e 4 anos é a chamada cadeira de segurança, ou assento conversível, que também possui suas especificidades. Suas tiras, por exemplo, devem ficar acima dos ombros e ajustadas ao corpo do pequeno com um dedo de folga. A partir de 1 ano de idade, a criança pode ser transportada de frente para o movimento do veículo.









Fase 3: booster
Dos 4 aos 7 anos e meio de idade, é recomendável que a criança fique sentada em um assento de elevação, também conhecido como booster. Ele faz que o cinto de três pontos do carro passe nos locais corretos do corpo do pequeno: pelo centro do ombro e do peito, e sobre os quadris. As costas devem ser apoiadas no encosto do assento, seja no da cadeira de segurança ou no do próprio veículo. Mas lembre-se: o assento de segurança só pode ser usado se existir um encosto de cabeça instalado no carro. Caso o seu veículo não tenha este equipamento, procure uma concessionária autorizada para colocá-lo.





Fase 4: cinto de segurança de três pontos
Crianças com mais de 7 anos e meio e acima de 1,45 m de altura já podem sentar diretamente no banco do carro e usar o cinto de segurança de três pontos. Contudo, ainda existem algumas recomendações de segurança. As costas devem ficar apoiadas no encosto do banco enquanto os joelhos devem dobrar na borda do banco, sem escorregar para frente. O cinto deve passar confortavelmente pelo centro do ombro e do peito, e sobre os quadris. Nunca deixe a criança colocar o cinto peitoral embaixo do braço ou por trás das costas. Isto pode causar ferimentos sérios em caso de acidentes.







Convencendo os pequenos… Uma tarefa não tão fácil, mas fundamental

Fazer que seu filho compreenda a necessidade e permaneça sentado na cadeirinha não é uma tarefa fácil, pois, para ele, parece muito mais divertido ficar ao lado do motorista, interagindo. Contudo, é função dos pais instruir e fazer que ele fique sentado na cadeirinha.

Embora possa parecer um pouco desconfortável no início – assim como o cinto de segurança é para os adultos –, a cadeirinha é um item fundamental para o sucesso do passeio. E a criança precisa entender isso. Comece dando o exemplo: use sempre o cinto. E siga essas dicas dadas pela ONG Criança Segura:
Diga que o carro não irá se mover a não ser que todos estejam devidamente seguros, com cinto (no caso dos adultos) e cadeirinha (para as crianças).
Se seu filho sair da cadeirinha durante a viagem, pare o carro em um local seguro e permaneça lá até que ele concorde em sentar novamente.
Ajuste os cintos da cadeira corretamente, para que eles não incomodem a criança.
Mostre ao pequeno que todas as pessoas do carro estão na mesma situação: com equipamentos que garante sua segurança.
Use frases como: “Filho, os equipamentos de segurança não deixam que machucados aconteçam com a gente. E, para cada idade, existe um tipo diferente de proteção. As crianças, por exemplo, ficam mais bem protegidas com a cadeirinha, enquanto os adultos, com o cinto”.
Caso ele peça para sair, a resposta deve sempre ser “não”. Explique que a proteção, apesar de desconfortável, vale à pena.

NUNCA leve seu filho no colo
Regra número 1 de segurança no trânsito: jamais segure seu bebê no colo se o carro estiver em movimento. Ao contrário do que pode parecer, uma criança de apenas 5 kg passa a pesar mais de 100 kg em uma colisão com o carro a apenas 40 km/h. Ou seja, é impossível um adulto conseguir impedir que o pequeno voe pelo vidro do automóvel e sofra graves consequências.