A adaptação em escolas de Educação Infantil, principalmente de crianças com 1 ano, é um momento delicado e deve ser conduzido com muita atenção e seriedade por todos os envolvidos: escola e família.
Os pais devem estar seguros com relação à sua decisão de colocar seu filho na escola. Esse sentimento é de vital importância, pois, a criança, sentindo a segurança e o desejo de seus pais de que ela fique na escola, criará um laço de confiança com as professoras e com a instituição. Se os pais estiverem inseguros com relação à escolha deles, esse sentimento pode ser transferido para a criança, o que dificulta a inserção.
O processo de adaptação em escolas foi estudado e acompanhado por diversos estudiosos e teóricos da área da pedagogia, psicologia, entre outras. Muitas dessas pesquisas dizem que […] a criança (entre 1 e 2 anos), se acompanhada em um ambiente novo por uma figura familiar, que fica tranquila num canto sem tomar iniciativas particulares, torna-se mais disponível e interessada em explorar, brincar, aceitar os contatos com os outros. O distanciamento furtivo da mãe gera, pelo contrário, reações diversas de ansiedade e um sucessivo e excessivo comportamento de apego com fortes reações de dependência e de maior recusa em relação ao ambiente e às pessoas novas. (MANTOVANI; TERZI, pg. 176, 1998)
Assim, escolas em busca do bem estar da criança e da família aconselham que o processo de adaptação ocorra dessa maneira, para que a criança perceba que a separação entre ela e a mãe/pai é temporária – o responsável sempre irá buscá-la no final do dia, e todos os dias.
Dessa maneira, em geral por uma semana, a mãe ou outra pessoa responsável acompanha o filho para que ele aceite com entusiasmo a nova rotina, o novo ambiente e também as novas relações que serão traçadas. Geralmente, uma professora acompanha o novo aluno durante toda sua adaptação, estabelecendo relação de confiança.
Além disso, costuma-se seguir a rotina que a criança tem em casa durante suas primeiras semanas na escola, para que não haja excesso de informação e novidades, causando assim maior estresse e desconforto para a criança.
Seguindo esse processo simples, mas que envolve muita tensão de todos os envolvidos, a criança logo se desprenderá da necessidade de ter a professora por perto e seu colo, e voltará sua atenção para as brincadeiras, atividades e relações com as outras crianças.
MANTOVANI, Susanna; TERZI, Nice. A inserção. In: BONDIOLI, Anna; MANTOVANI, Susanna. Manual de Educação Infantil: de 0 a 3 anos – Uma abordagem reflexiva. Porto Alegre: Artmed, 1998, p. 173-184.
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